img

Rodrigo Rollemberg e as rodas de prosa

Eleições 2014

Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, diz o adágio. Eu diria: ao lado.
Só pelo simples fato de ter criado as Rodas de Prosa, o então candidato Rodrigo Rollemberg já poderia ser considerado um vencedor. Nenhum outro candidato teve a sensibilidade e a ousadia de criar um formato tão inovador. Enquanto os demais insistiam na mesmice dos ataques verbais, promessas enganosas e discursos repetitivos — verdadeiros ecos num deserto de insatisfeitos e desiludidos — Rollemberg aproximava-se das pessoas. Criou um modelo moderno e democrático que permitia ao eleitor estar frente a frente com o candidato, perguntando o que realmente importava para sua comunidade.

Foi em Santa Maria, em uma dessas rodas, que presenciei uma cena emblemática. Um eleitor, com humildade, sugeriu a construção de uma rodoviária interestadual na cidade. Com receio de parecer sonhador, fez uma ressalva:

“Sei que posso estar falando besteira, mesmo assim gostaria de propor.”

Para surpresa geral, Rollemberg respondeu com respeito e apreço:

“Não acho mirabolante sua proposta. Santa Maria é a porta de entrada da capital, e uma rodoviária interestadual aqui evitaria o deslocamento de muita gente até o centro. No entanto, não posso prometer nada antes de submeter a ideia ao setor técnico do governo.”

Falou para um público de cerca de 600 pessoas e foi aplaudido de pé.

Foi também em Santa Maria que o vi responder, com serenidade e firmeza, a questionamentos da comunidade LGBTQIA+ sobre intolerância e direitos. Comprometeu-se, ali mesmo, com a criação de um governo pautado na paz, respeito e tolerância entre credos e orientações sexuais. Suas respostas convincentes fizeram muitos eleitores indecisos enxergarem nele uma nova opção de voto.

Rollemberg falava sobre intercâmbio entre setores governamentais, propondo transformar despesas em investimentos sustentáveis. Citava, por exemplo, a integração entre as secretarias de Segurança Pública, Saúde e Educação com a Secretaria de Cultura, utilizando a arte como ferramenta de transformação social. Os parques ambientais das regiões administrativas seriam os palcos ideais para isso — um projeto pouco explorado pelos governos anteriores.

Rodrigo Rollemberg falava e agia como ambientalista, artista e educador — e talvez por isso tenha conseguido tocar tão fundo o coração de quem acredita em uma política mais humana e participativa.

img

Não por acaso, a roda de prosa do dia seguinte aconteceu na praça do velho e bom Cine Itapoã. Ali, o senador se comprometeu com um grupo de artistas da cultura local a valorizar aquele patrimônio da memória afetiva e histórica da cidade. Os artistas, por sua vez, apresentaram uma série de propostas — um gesto que misturava apoio e cobrança — e entregaram a ele uma agenda mínima para a cultura, pedindo o compromisso de que, em seu governo, os cargos da área não seriam tratados como moeda de troca em balcões políticos, como ocorrera na gestão que se encerrava.

Mas foi ao falar de si mesmo que Rollemberg revelou o lado mais humano. Ao debater e expor suas ideias, demonstrou um conhecimento geográfico e histórico da região capaz de impressionar até os moradores mais antigos. E, para surpresa de muitos, compartilhou que sua esposa, Márcia Helena, teve seu primeiro filho, Ítalo, no Hospital Regional do Gama (HRG). Mais do que isso: contou que ela também teve aqui seu primeiro emprego, na antiga FUNABEM — Fundação do Bem-Estar do Menor —, instituição que hoje dá lugar ao presídio feminino localizado na cabeceira do córrego Crispim, ribeirão que deveria abastecer a cidade, mas cujas nascentes estão comprometidas pela presença de uma fábrica de bebidas.

Talvez por isso, compreende-se a afinidade de Rollemberg e Tereza com causas ligadas à arte, educação e meio ambiente — áreas que atravessam a biografia pessoal e o compromisso público do candidato.

O discurso de Rollemberg fluiu com naturalidade entre os diversos campos da administração pública. Quando fala, transmite a serenidade e a confiança de um educador. E, ao elegê-lo governador, Brasília não ganharia apenas um gestor competente, mas também uma primeira-dama de verdade — presente, atuante e inspiradora — e não um enfeite de mau gosto destinado apenas a ocupar lugar.

Clique aqui e veja a galeria de fotos.

Da redação do Gama Cidadão com colaboração do José Garcia Caianno (Dedé)

Leia mais: Roda de Conversa do Rollemberg em Santa Maria e Gama

Deixe um comentário