Parque Ecológico de Santa Maria pede socorro: comunidade leva demandas ao IBRAM

Nove intervenções foram protocoladas durante a visita do presidente do instituto, Gutemberg Gomes, que assumiu compromisso de implementar o parque

O Parque Ecológico de Santa Maria recebeu, na manhã da última quinta-feira (22/10), a visita do presidente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM-DF), Gutemberg Gomes. O encontro foi articulado pelas lideranças ambientais da região, que aproveitaram a presença do gestor para protocolar uma pauta de nove demandas acumuladas ao longo de anos.

A lista reúne desde itens básicos de infraestrutura até intervenções de requalificação paisagística. Foram apresentados problemas de segurança, manutenção e a necessidade de novos plantios — questões que, segundo a comunidade, afetam diretamente quem utiliza o parque no dia a dia.

As demandas protocoladas

  1. Instalação de bebedouros e banheiros públicos
  2. Fixação do letreiro no pórtico de entrada do Portal
  3. Construção do estacionamento frontal com paisagismo
  4. Retirada da relva e substituição por grama em todo o perímetro do parque
  5. Instalação de bancos de contemplação em madeira e bases de concreto, com reaproveitamento das ripas da Prainha/Gama
  6. Construção de espelho d’água no interior do anel maior da pista de caminhada, com alinhamento por poço artesiano de vazão controlada
  7. Recomposição da iluminação da pista, em decorrência do furto de seis postes
  8. Reforma do parquinho e dos PECs, com plantio de trepadeiras nos pergolados
  9. Cooperação para a realização do 48º Churrasco Comunitário em defesa do Parque Ecológico de Santa Maria

O presidente nacional da COBRELIC, Wellington Andrade, agradeceu a disposição do IBRAM em ouvir a comunidade e afirmou que a entidade seguirá acompanhando o desfecho das demandas por meio do protocolo aberto.

Ao responder às cobranças, Gutemberg Gomes destacou a importância das unidades de conservação do Distrito Federal e vinculou o futuro do parque à presença da população.

“As coisas acontecem quando a comunidade se aproxima dos espaços públicos. Aqui é um espaço ecológico: nós temos no DF 88 unidades de conservação, ou seja, 250 mil hectares protegidos do bioma Cerrado. Esse parque tem um papel fundamental porque é um parque ecológico, uma unidade de conservação. Tenha certeza de que o nosso compromisso é implementar e trazer a população”, declarou o presidente do IBRAM.

Já o líder comunitário e ambientalista Jorge Alexandre classificou as obras como complementares e destacou o desgaste de anos de negociação.

“Eu agradeço a Deus por ter permitido esse comprometimento do senhor presidente do IBRAM com a nossa causa do parque, que são obras complementares. Eu me emociono demais ao lembrar das tantas reuniões, e não vejo o momento de ver as pessoas frequentando e se sentindo bem com o uso do parque. Em nome de toda a nossa equipe, agradeço a presença do presidente do IBRAM, representando o GDF, para conseguirmos avançar com as soluções que o Parque Ecológico de Santa Maria precisa”, afirmou.

Entidades acompanham a visita

Acompanharam a agenda a COBRELIC (Confederação Brasileira das Entidades e Lideranças Comunitárias), a ONG SERPAJUS (Serviço de Paz, Justiça e Não-Violência) e o Movimento Regenerativo Tempo de Plantar. As organizações estiveram no local para ouvir a comunidade e mapear os anseios de quem vive e cuida do parque.

O Parque Ecológico de Santa Maria é uma das 88 unidades de conservação do Distrito Federal, que somam cerca de 250 mil hectares de Cerrado protegido. A expectativa das lideranças é que o protocolo das demandas resulte em cronograma de execução — e não apenas em registro formal da visita.

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