‘Retratos D’alma’ Movimenta A Cena Literária Do Gama

Juan Ricthelly fará o seu ‘debut’ como autor com livro autobiográfico de poesia

 

O mês de agosto vai começar em grande estilo no Gama, com uma noite de autógrafos no Coreto – Bar e Cultura, num momento cultural dedicado à poesia, onde o morador da cidade, Juan Ricthelly fara o seu ‘debut’ como autor, com o seu primeiro livro, “Retratos D’alma”, uma coletânea de poemas autobiográficos em sua maioria, escritos ao longo de 19 anos.

A noite de autógrafos contará com a participação de poetas e escritores da cidade como Dedé Garcia (Todo mundo é muito bom, mas meu casaco sumiu), Cláudia Martins, Jair Ferreira (Versos e Verdades/A menina que tinha o rei na barriga), Alexandre Bernardo (Eu conto o Brasil/Eu conto Brasília/Gama, Brasília e América Latina) e Joaquim Rodrigues (Carvoeiros, uma infância perdida/Kuarup), e do poeta goiano Ilton Alves Pereira que fez o prefácio do livro. Também teremos a presença do artista ceilandense Yuri Pierre e da artista gamense Mariana Regina.

Para coroar essa noite especial, o saxofonista argentino Joel Santillan (Pôr do Sol Cultural) marcará presença com o seu já conhecido saxofone, com um repertório intimista com destaque para o Jazz e a Bossa Nova, para matar um pouco a saudade do Pôr do Sol Cultural no Parque Ecológico do Gama.

Numa breve entrevista, o autor comenta sobre a importância de se escrever poesia e de publicar um livro físico na era digital.


Gama Cidadão:
De onde veio o nome do livro, por que “Retratos D’alma”?

JR: Esse livro está pronto há alguns anos, nunca tive a coragem de publicá-lo. Não sabia como, tinha um pouco de vergonha também e ele já teve dois nomes antes desse.

Inicialmente era “Divagações Monólogas”, depois virou “Fotografias da Alma” e o nome definitivo veio de uma conversa com o meu amigo Dedé Garcia Caiano, onde ele disse que “Retratos D’alma” era um nome mais bonito, mais forte e com mais peso.

Adotei o nome sugerido por ele, mas o livro ficou lá, guardado em alguma pasta do meu computador, nem ele se lembrava desse detalhe até eu contar pra ele esses dias.

Gama Cidadão: Ainda faz sentido escrever poesia nos dias de hoje?

JR: Mais do que nunca! A poesia é parte da condição humana, escreviam poemas na antiguidade, na Idade Média, no Império Romano, no Japão Feudal, na Índia… E há pessoas escrevendo poesia hoje! Haverá pessoa escrevendo poesia daqui cem anos e enquanto a humanidade estiver por aqui.

Só que hoje a poesia se adaptou, não está só nos livros, está nas redes sociais em forma de reels, em posts curtos, pílulas poéticas e conteúdos facilmente consumidos pelas pessoas.

Às vezes a pessoa está no ônibus voltando do trabalho num fim de tarde, trânsito pesado e enquanto ela rola o feed do Instagram, pode ser que apareça algum fragmento de texto poético, ou um vídeo curto de alguém lendo algum verso qualquer… A pessoa vai consumir poesia em alguma medida através disso.

Gama Cidadão: Você disse que os poemas foram escritos entre os seus 16 e 35 anos, como foi esse processo? Você escreveu com a ideia fixa de transformar em livro algum dia?

 JR: Não. O primeiro poema do livro é de 2007, eu tinha 16 anos, estava no segundo ano do Ensino Médio no CEM 02, e os outros que se seguem estão mais ou menos em ordem cronológica, fui escrevendo ao longo dos anos de forma avulsa. Eu sentia algo, tinha alguma ideia, alguma reflexão e escrevia… Na época eu tinha um blog onde eu publicava os meus poemas e textos, era uma espécie de diário que alguns amigos e amigas liam, e a maioria desses poemas ficaram registrados lá, até que eu resolvi reunir tudo em um arquivo de word, e deu uma quantidade boa, o suficiente para um livro, então eu peguei todos eles e organizei como se fosse um livro, mas nunca publiquei, eu não fazia ideia de por onde começar, parecia muito caro e distante da minha realidade, até que eu conheci o meu amigo Alexandre Bernardo que tem mais ou menos a minha idade e 4 livros publicados, pedi a ajuda dele pra realizar esse sonho e aqui estamos.

Gama Cidadão: Por que somente 100 unidades?

JR: Muita gente me fez a mesma pergunta. Sendo bem franco, acho que esse é o tamanho máximo do meu público (risos). Eu também não queria fazer uma tiragem grande e ficar com um monte de caixas de livros em casa, que eu ia acabar dando de presente pras visitas, presente de aniversário, só pra me livrar do excedente que eu não consegui vender. Eu não tenho uma vibe empreendedora, igual o meu amigo Alexandre que não perde a oportunidade de vender os seus livros… Churrasco, festa de aniversário, velório (risos), ele tá lá! Então eu decidi imprimir uma quantidade que eu acredito que eu consigo vender sem muito esforço.

Gama Cidadão: O que você teria a dizer para outras pessoas que estão lá com os seus textos guardados em algum lugar e não publicam?

 JR: Se o motivo de não publicar, for vergonha ou medo do que as outras pessoas vão achar, isso é besteira, joga pro mundo e aceita o julgamento que vier depois, algumas pessoas vão gostar, outras não… Faz parte.

Se a questão é financeira, faz um esforço e imprime uma quantidade pequena, algumas gráficas imprimem a partir de 4 unidades, e ainda dá pra parcelar o pagamento.

Não deixe os seus textos guardados numa gaveta, imagine quantos poetas e escritores brilhantes não estão por aí, anônimos, que nunca vão publicar algo, e que se publicassem fariam alguma diferença no mundo, quem sabe você não é um deles?

 

DIVULGAÇÃO

1° de Agosto (Sábado)
18h
Coreto Bar e Cultura (Gama-DF)

Há um clichê universal que afirma que a vida se completa depois de se fazer um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.

Fiz dois garotos belíssimos, plantei algumas centenas de árvores, me faltando apenas o último elemento dessa tríade, que obviamente considero insuficiente para definir a completude de algo tão extraordinário como a vida.

O meu primeiro livro não tinha como não ser sobre poesia, e nele apresento ao mundo, à posteridade e às traças que algum dia se alimentarão de suas páginas, um conjunto de poemas que escrevi dos meus 16 aos 35 anos.

Trato essa obra como o próprio título diz, como um conjunto de fotografias e retratos da minha alma ao longo de todos esses anos, de modo que há poemas bobos, clichês e nitidamente uma mudança e amadurecimento na escrita e na temática.

Vou imprimir apenas 100 unidades, pois não tenho a pretensão e nem a paciência de ganhar dinheiro ou enriquecer vendendo livros, sem qualquer previsão de reedições, então se acabar, acabou!

Após vender todas as unidades impressas vou disponibilizar o e-book gratuitamente.

Anúncio desde já a pré-venda, com o compromisso de entregar e autografar na Noite de Autógrafos.

GARANTA JÁ O SEU!

PREÇO DO LIVRO:

NA PRÉ-VENDA: R$ 25,00
NA NOITE DE AUTÓGRAFOS: R$ 30,00
ESGOTAMENTO: E-BOOK GRATUITO

 

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