Leany Lemos assume Senado no lugar de Leila do Vôlei

Primeira suplente de Leila Barros ficará no Senado até janeiro de 2027 e colocou direitos trabalhistas entre os temas do primeiro discurso

A primeira suplente Leany Lemos (PSB-DF) tomou posse como senadora pelo Distrito Federal nesta terça-feira (06.10), após a titular Leila Barros (PDT-DF) se licenciar do mandato. Logo no primeiro discurso no plenário, Leany defendeu uma jornada de trabalho “digna” e citou o fim da escala 6×1 — tema que começa a ser discutido pelo Senado.

Leila teve aprovados requerimentos de licença de saúde e de interesse particular que, juntos, a afastam até 31 de janeiro de 2027. Com isso, Leany foi convocada por ser a primeira suplente da chapa.

Prioridades do mandato

Durante a posse, a nova senadora afirmou que pretende dedicar o mandato, que será curto, a temas como democracia, fortalecimento das instituições, federalismo, eficiência na gestão pública e redução das desigualdades.

A discussão sobre a escala 6×1, no entanto, ganhou destaque em sua fala. Leany afirmou estar satisfeita por assumir justamente no momento em que o Senado começa a analisar a proposta que reduz a jornada de trabalho.

“Eu fico muito feliz de tomar posse no dia em que nós estamos discutindo a 6 por 1. Há décadas se discute isso e se discute no mundo esse tema”, declarou.

Homenagem aos candangos

A senadora voltou ao assunto ao homenagear os candangos que participaram da construção de Brasília e lembrar a trajetória do próprio pai, que deixou a Paraíba em 1958 para trabalhar como ajudante de pedreiro nas obras do Congresso Nacional.

Segundo Leany, muitos descendentes desses trabalhadores ainda enfrentam dificuldades para conseguir emprego, remuneração adequada e melhores condições de trabalho.

“Muitos outros netos de candangos continuam a lutar por um emprego, um salário digno, uma jornada digna, uma jornada que não seja seis por um e uma vida de alegria com suas famílias”, afirmou.

Quem é Leany Lemos

Leany é servidora de carreira do Senado desde 1993 e já ocupou cargos na administração pública do Distrito Federal, do Rio Grande do Sul e do Governo Federal. Também atuou como secretária nacional de Planejamento e é cientista política.

A posse ocorre no mesmo momento em que o plenário do Senado começou a discutir a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e mantém os salários.

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