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CEMI está indo muito bem, porém direção diz que trabalho não pode parar

Com a melhor taxa de aprovação em universidades públicas do Gama, Direção diz que ainda há muito trabalho a ser feito.

Atualmente o Centro de Ensino Médio Integral (CEMI) tem um prova para seleção de alunos e, de acordo com a direção, a maioria dos alunos são oriundos de escolas públicas; sendo que 2019 é o primeiro ano que a taxa de admissão de estudantes oriundos da escola particular é maior do que dos estudantes de escolas públicas.

Desde 2015 CEMI é referência de ensino público no DF.

Não há cotas para escolas públicas, o foco é conseguir os melhores alunos. Ano passado a direção tentou implementar o sistema de cotas, porém a proposta foi barrada pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF).  Nesse sentido, a única cota que há é para pessoas com deficiência (PCD), porém o número de vagas é maior do que o número de PCD que procuram a escola.

Fala da Direção

Sebastião (Vice Diretor), Rafael Parente (secretário de educação do DF) e Lafaiate (Diretor). Da esquerda para a direita.

Lafaiate é diretor do CEMI há três anos e está na chapa da direção há seis. Formado em Matemática, foi professor no antigo CEF 12, que acabou sendo fechado para reformas e se transformou no CEMI. Do CEF 12 foi para o CEF 10 para dar aulas de matemática, onde trabalhou por algum tempo e acabou sendo convidado  para ser supervisor no CEF Ponte Alta Norte (PAN).

Ele atribui o sucesso aos projetos, que são inúmeros e o aluno tem uma corresponsabilidade no processo de construção do seu conhecimento. Parcerias com projetos da UnB ajudam no processo de estimulação dos alunos e é um fator importante.

Além de projetos dentro do próprio CEMI como o projeto Sarau, projeto Curta Consciente, saídas de campo e projeto de criação de uma empresa fictícia por parte dos alunos com o auxílio de um professor orientador.

Já o vice-diretor Sebastião, mestre pela Universidade de Brasília e fundador do clube de ciências do CEM 02 do Gama, onde foi coordenador por alguns anos, não atribui o sucesso somente a prova de admissão, tanto para professores como para os alunos; ele afirma que o comprometimento do corpo docente é essencial para o bom funcionamento e para que o projeto pedagógico dê certo.

Outro fator essencial para o sucesso é a cultura que há na escola, como projetos de iniciação científica obrigatórios; a escola tem a tradição de realizar projetos, o que a diferencia das outras escolas de nível médio do DF.

Investimento

Verba do Programa de Descentralização Administrativa Financeira (PDAF) vem dobrada para o CEMI em relação às outras escolas de ensino médio do Gama, por ser ensino técnico e integral.  O PDAF foi criado para criar autonomia financeira nas unidades escolares e nas coordenações regionais de ensino.

Os laboratórios de tecnologia estão ultrapassados, de acordo com o diretor da escola Lafaiate. A escola está buscando recursos federais (EMTI – Ensino Médio em Tempo Integral) para melhorar os laboratórios, focando em ensinar os alunos a lidar com tecnologias recentes e não com fuscas velhos (metáfora usada pelo próprio diretor). Infelizmente esse recurso público federal necessita passar pela SEEDF.

Realmente é necessário buscar recursos para equipar os laboratórios, pois no CEMI há matérias obrigatórias que necessitam o uso da tecnologia, como a matéria de montagem e manutenção de computadores.

Metas

O CEMI está focado em desenvolver nos seus alunos as habilidades que eles não têm ou têm deficiência. A direção junto com o corpo docente está usando dados estatísticos (disponibilizados pela SEEDF) que indicam o desempenho dos alunos em habilidades específicas, focando na melhora do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da escola.

Permitir e possibilitar o uso das tecnologias educacionais, principalmente as digitais, em sala de aula; já há tradição do uso da tecnologia no CEMI, porém a escola busca recursos para transformar a escola em um modelo a ser seguido. Quais são os tipos de tecnologia? Celulares, programas que permitem a interação do aluno com o conteúdo e atividades voltadas para metodologias mais ativas fazendo com que o aluno seja corresponsável pela sua formação.

Há deficiência no ensino técnico, pensando nisso os docentes estão criando estratégias para que a formação técnica seja fortalecida, para que o aluno saia da escola com possibilidades de conseguir um emprego, por consequência de ter uma mão de obra mais especializada.

Com o investimento do EMTI na escola o horário ocioso dos alunos (12:30 às 14) será preenchido com várias oficinas que os alunos podem escolher de qual irá querer participar.

  • Fábrica de Software;
  • Robótica;
  • Laboratório de Física;
  • Laboratório de Química;
  • Produção de Texto;
  • Oficina de matemática;
  • Libras;

Por: Danrley Pereira – Da Redação do Gama Cidadão.

Leia mais: Em Santa Maria, alunos são aprovados na UnB pelo PAS

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