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Eleição para governador pode ter o dobro de candidatos do que em 2014

Além de sete concorrentes definidos até o momento em convenções partidárias, mais cinco nomes serão lançados até o próximo domingo

A corrida ao Palácio do Buriti em 2018 deve ter o dobro de candidatos das últimas eleições para governador, há quatro anos. Até o momento, sete nomes foram definidos pelos diretórios locais dos partidos. Outros cinco devem ter a candidatura oficializada em convenções partidárias. O grande número de concorrentes ao Executivo local garante pluralidade de opções: desde candidatos conservadores ligados ao militarismo até professores de história que defendem a “revolução socialista”. Porém, com tantas alternativas e em um quadro no qual a metade dos postulantes nunca disputou um cargo eletivo, os candidatos terão de suar para se destacar no período de campanha.
As legendas têm até o próximo domingo para realizar os encontros partidários, nos quais é definido se a sigla lançará um candidato próprio ao cargo de governador e quem será o escolhido. Os diretórios locais de Izalci Lucas (PSDB), Peniel Pacheco (PDT), Paulo Chagas (PRP), Rogério Rosso (PSD) e Ibaneis Rocha (MDB) devem lançá-los como candidatos ao GDF no próximo fim de semana. Até o momento, estão confirmados na disputa o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), de olho na reeleição; Fátima Sousa (PSol); Júlio Miragaya (PT); major Paulo Thiago (PRTB); Antônio Ricardo Martins Guillen (PSTU); Alexandre Guerra (Novo); e Eliana Pedrosa (Pros).
Depois das convenções, as legendas têm até 15 de agosto para apresentar ao Tribunal Regional Eleitoral no DF (TRE/DF) o requerimento de registro dos concorrentes. Esse também é o prazo final para a confirmação de coligações. Fátima Sousa e Júlio Miragaya sairão com chapas puro-sangue, mas, na maioria das candidaturas, os acordos seguem em andamento. Após a saída de Jofran Frejat (PR) da disputa ao Buriti, os grupos de centro-direita enfrentam dificuldades para definir nomes e alianças.
O deputado federal e ex-governador-tampão Rogério Rosso é quem vem herdando o suporte de PPS, PRB, PSC e Solidariedade. Além deles, o pré-candidato conversa com mais quatro partidos. Até amanhã, terá uma definição se garante mais apoio, o que renderia suporte financeiro e tempo de propaganda para a chapa.
Izalci Lucas (PSDB), que era visto como um possível cabeça para a coligação MDB, PP, DEM e Avante, não desistiu da pré-candidatura, mesmo depois de o grupo apostar em Ibaneis, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF). Assim como Peniel Pacheco, o tucano aguarda acordos no cenário nacional para fechar as coligações e se lançar como concorrente ao GDF. As siglas negociam apoio para as candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) à Presidência da República.
O PRP, que realiza convenção partidária no próximo sábado para chancelar o general Paulo Chagas, não vê a busca por parcerias como uma prioridade. O presidente da legenda no DF, Adalberto Monteiro, destacou a dificuldade de fechar acordos com partidos sem nomes com ficha suja. “Nós propomos uma renovação, com novos candidatos, não dá para a gente se coligar com partido que está na Lava-Jato. Não vamos perder a noção de moralidade que temos”, garantiu. A sigla tem apoio do PSL, e a campanha de Chagas ao Buriti deve se segurar com a bênção do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

Exposição e cautela

Para o cientista político David Fleischer, a grande quantidade de candidatos, principalmente lançados por legendas pequenas e médias, é uma tentativa de as siglas marcarem posição. “Boa parte não tem chances de chegar a um segundo turno, e os partidos sabem disso. Mas é importante aumentar a exposição eleitoral na tentativa de eleger algum deputado federal ou distrital”, explica.
Sobre o quadro de coligações ainda aberto, contando com quatro pré-candidatos ao Palácio do Buriti sem vice, por exemplo, Fleischer acredita ser um sinal de cautela. “Devido à descrença do eleitorado e do número de escândalos no meio político, os partidos ficam preocupados com quem associarão o nome. Mas o ruim dessas chapas é que, sem apoio, elas fazem campanhas com pouquíssimo tempo de propaganda na tevê e no rádio e com menos dinheiro do fundo eleitoral”, ressalta.

Pedro Grigori – Especial para o Correio Brasiliense – 30/07/2018 06:00
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