27 de outubro de 2021
Metas para erradicar analfabetismo não estão sendo cumpridas, aponta relatório

Metas para erradicar analfabetismo não estão sendo cumpridas, aponta relatório

Análise foi feita pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Relatório feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação mostrou que as metas para erradicar o analfabetismo no Brasil bem como triplicar as matrículas do ensino profissional técnico não estão sendo cumpridas. Para chegar à conclusão, o relatório analisou os objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no Congresso em 2014, com prazo para ser cumprido até 2024.

Até o fim do prazo a intenção é erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% o analfabetismo funcional. No entanto, esse problema só tem aumentado, quando deveria regredir. Saiu de 27% da população de 15 a 64 anos com analfabetismo funcional para 29%, quando a meta era reduzir a 13,5% até 2024. Ainda sobre essa questão, apenas a meta de 2015, que era ter 93,5% dos brasileiros acima de 15 anos alfabetizados, até então foi cumprida.

Já em relação à meta de triplicar as matrículas do ensino profissional técnico, em 2020 o índice chegou a 23,6%, longe da meta de 200%. A previsão é de não cumprir a meta total, já que são criadas 50 mil matrículas ao ano, abaixo das 296 mil necessárias.

A três anos do fim do período de vigência, nenhuma meta foi alcançada e cinco estão parcialmente completas. Dentre as retrocedentes além da erradicação do analfabetismo, estão a educação em tempo integral e educação de jovens e adultos (EJA).

O objetivo de oferecer ensino integral em metade das escolas do país, atendendo 25% dos alunos da educação básica até 2024 não foi cumprida e os números caíram em vez de subirem. Em 2014, havia 42,6 mil escolas e 6,5 milhões de alunos em tempo integral. Em 2020, eram 27,9 mil escolas e 4,8 milhões de estudantes nesta modalidade. O número representa queda de 15 mil escolas e menos 1,5 milhão de matrículas.

Em relação à educação de jovens e adultos o plano previa oferecer ao menos 25% de matrículas da educação nesta modalidade de ensino integrada à educação profissional. No entanto, em 2014 havia 2,8% das matrículas de EJA integradas, em 2020 o índice caiu para 1,8%.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

Israel Carvalho

Diretor-Presidente do portal Gama Cidadão, Jornalista nº. DRT 10370/DF, Multimídia e Internet Marketing.

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