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Vozes do rádio: nesta quarta é comemorado o Dia do Radialista no Brasil

Em homenagem à Ary Barroso, a data foi sancionada em 2006

Se para chegar até você ele atravessa ondas – as eletromagnéticas –, é também por conta das cordas – as vocais – de milhares de radialistas que o rádio se mantém como uma das principais formas de comunicação do Brasil. Mais precisamente, ocupando a terceira posição, conforme apontou levantamento do Ibope, em 2016.  Em homenagem às vozes das inúmeras emissoras de rádios é comemorado nesta quarta-feira (07), o Dia do Radialista.

Instituída em 2006, pelo então presidente Lula, a escolha da data faz referência ao dia do nascimento do compositor e radialista Ary Barroso, em 7 de novembro de 1903. Somente entre maio e julho de 2017, conforme apontou dados de uma pesquisa também do Ibope, 52 milhões de pessoas escutaram rádio – dedicando em média 4 horas do dia à atividade – em 13 regiões metropolitanas do país.

Para a jornalista e radialista Carla Araújo, a força e resistência do rádio estão entre os pontos de maior fascínio pela profissão. “Se adapta a todas as mudanças na comunicação e atinge um público enorme. Com as novas mídias, faço rádio e estou ao vivo nas minhas redes sociais com grande audiência e participação ativa do público”, analisa Carla.

A comunicadora também conta que, enquanto construía uma história no telejornalismo, não deixou de nutrir a vontade de atuar novamente no radiojornalismo, onde teve experiências no início da carreira. “Durante os mais de vinte e cinco anos de TV, a vontade de voltar ao rádio ficou ali adormecida, muito por conta de minha dupla ocupação: como Gerente de Jornalismo e Apresentadora da TV Aratu (SBT), onde trabalhei até meados de 2017. A migração foi excelente, me adaptei facilmente ao rádio”, revela.

À frente do programa Extraordinário, na Excelsior FM, um dos grupos mais tradicionais de comunicação da Bahia, Carla Araújo destaca duas diferenças entre o rádio e a TV: espontaneidade e simplicidade. “A operação de colocar um programa de TV no ar é bem mais complexa. Com o rádio é mais simples, mais espontâneo. E sendo espontâneo, exige bagagem, recurso para produzir um bom conteúdo”, avalia.

Quer estudar Rádio? Conheça a graduação

O curso de Rádio tem duração média de quatro anos e é oferecido apenas na modalidade bacharelado. No geral, é comum a graduação ocorrer associada a outro meio de comunicação, como TV ou internet.
Assim, as graduações são nomeadas como Rádio, TV e Internet ou somente Rádio e TV. O curso de Rádio, TV e Internet, por exemplo, é bem dinâmico e apresenta em sua grade diversas disciplinas que vão desde a parte mais técnica, como informativa e de entretenimento. “Nós aprendemos programação, sobre os tipos e nomes dos cortes e sobre a história do rádio. Além disso, temos aulas de edição, iluminação, fotografia. O curso também é composto por bastante teoria”, conta Paloma Medeiros, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP), em Salto – SP, e bolsista do Programa Educa Mais Brasil. Oferecida por instituições de ensino público ou privado, a graduação em Rádio pode ser cursada por meio da nota do Enem – através de programas como Sisu, Prouni ou Fies. Há ainda programas de incentivo estudantil, que oferecem bolsa de estudo com diversos descontos para as instituições particulares.

Roberto Paim – Educa Mais Brasil

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