Projeto é realizado nesta terça, das 9h às 16h, na estação 114 Sul do Metrô. Há ofertas para diversos cargos e os salários podem chegar a R$ 1.200.

estação 114 Sul do Metrô
Foto: Reprodução

A Secretaria de Justiça do Distrito Federal realiza nesta terça-feira (16) um mutirão para oferecer empregos a pessoas com deficiência. O projeto é realizado na estação 114 Sul do Metrô, das 9h às 11h30 e das 14h às 16h, e destina 270 vagas de trabalho.

Os interessados devem procurar a Coordenação de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Corde) no local. É necessário levar currículo e laudo médico.

As vagas são para auxiliar administrativo, copeira, auxiliar de serviços gerais, servente, pedreiro, eletricista, armador, auxiliar de apontador, auxiliar de almoxarife, auxiliar de depósito, operador de empilhadeira, recepcionista, atendente, agente de recepção, agente de serviço de apoio e agente central de atendimento.

Os salários chegam a R$ 1200,00. Dependendo da empresa e do cargo, os benefícios vão desde café da manhã, almoço, seguro de vida, vale-transporte, cesta básica, ticket alimentação, assistência médica, auxílio educação, assistência odontológica e a participação nos lucros.

De acordo com a lei 8.231/1991, que trata das cotas para contratação de pessoas com deficiência, as empresas com 100 ou mais funcionários são obrigadas a preencher de 2% a 5% dos cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção.

Segundo a Sejus, as pessoas com deficiência não contempladas nessas vagas podem  se inscrever no programa de empregos da Corde por meio dos telefones 2104-1187/1188 e pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

A partir desta segunda, 3, 10 mil pessoas que agendaram avaliação de deficiência física na área de perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para fins de aposentadoria começam a ser atendidas nas agências de todo o Brasil.

As novas normas, publicadas no Diário Oficial da União na semana passada, incluem o instrumento de classificação e concessão de aposentadoria da pessoa com deficiência, com avaliação social como novidade, além da perícia médica.

De acordo com o coordenador de Perícias Ocupacionais do INSS, Josierton Cruz Bezerra, a medida segue a Constituição Federal e a Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, que definem a pessoa com deficiência como aquela com impedimento de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que possa obstruir a participação na sociedade em igualdade de condições com as demais.

Segundo ele, essa forma de avaliação pericial “é bastante inovadora e valoriza as dificuldades que o trabalhador com deficiência enfrenta na sociedade, como falta de rampas para locomoção, ônibus sem acesso para portadores de necessidades especiais e obstáculos para obtenção de próteses.”

Quanto à redução do tempo para aposentadoria por idade, a Lei Complementar 142/2013, de autoria do Senador do Distrito Federal, Gim Argello (PTB) , garante ao segurado da Previdência Social com deficiência o direito de se aposentar por idade aos 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), menos cinco anos do que as demais pessoas. Esse benefício é concedido ao segurado com deficiência intelectual, mental, física ou visual, de acordo com a avaliação pericial do INSS para comprovação da deficiência e do grau.

O segurado com deficiência precisará atender a algumas exigências para pedir a aposentadoria por idade. Entre elas, ter deficiência na data do agendamento, ter idade mínima de 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), comprovar carência de 180 meses de contribuição e 15 anos de tempo de contribuição na condição de pessoa com deficiência. Na aposentadoria por tempo de contribuição, os critérios mudam um pouco.

Os demais períodos de tempo de contribuição, como não deficiente, se houver, serão convertidos proporcionalmente, segundo o INSS. O primeiro passo para requerer a aposentadoria é agendar o atendimento em uma agência da Previdência Social pelo número 135 ou pelo site www.previdencia.gov.br. Caso o benefício seja concedido, o direito a aposentadoria passa a contar da data em que o atendimento foi agendado pelo segurado. Embora o atendimento nas agências dos segurados agendados comece hoje, a avaliação pericial médica e social ocorrerá somente a partir de março.

De acordo com o INSS, a concessão de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição para pessoas com deficiência é inédita, por isso, não é possível calcular o número de pessoas que poderão ter esse direito reconhecido. Um dos aspectos inéditos desse tipo de aposentadoria é a avaliação das barreiras externas, feita pelo perito médico e pelo assistente social do INSS, por meio de entrevista.

Fonte: Gazeta de Taguatinga

É uma  mostra, coordenada por Lurdinha Danezy, dos trabalhos desenvolvidos por pessoas com deficiência nas oficinas de pintura, escultura em argila, cerâmica e papel machê oferecidas com o objetivo de criar um ambiente capaz de ensinar diferentes tipos do fazer artístico para pessoas com deficiência e possibilitar o contato direto entre pessoas com e sem deficiência.

Com curadoria de Glenio Lima, a exposição é composta por pinturas, esculturas e objetos em cerâmica e papel machê que poderão ser tocados tanto por cegos quanto por videntes vendados e contará com monitores intérpretes de libras e áudio descritores.

 

Local: Galeria Parangolé - Espaço Cultural Renato Russo - 508 sul

Exposição Arte Visual: 17/10 a 10/11 da 9h às 18h

Classificação livre/Entrada franca

Agendamento de visitas guiadas com Lurdinha Danezy no 92975885

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Alô, Detran!



As duas fotos acima são deste domingo (21/4), na comercial da Quadra 11 do Setor Central do Gama, quase em frente à loja do restaurante Giraffas, em momento de grande movimento de clientes. A segunda foto mostra o que tem o contêiner. Dê um clique sobre as imagens para abri-las em tamanho maior.

Essa vaga não é sua nem por um minuto!


Fonte: Blog Gama Livre

O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, foi lançado no dia 17 de novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612) pela presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência.

O plano tem ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que trouxe as contribuições da sociedade civil. O Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total de R$ 7,6 bilhões até 2014. (arquivo acessível)

Fonte: www.pessoacomdeficiencia.gov.br

Espaço Cultural para Pessoas com Deficiência – A Retórica da Inclusão da SEJUS/DF

No dia 31 de outubro, durante a solenidade de assinatura da ordem de serviço da construção do Espaço Cultural para Pessoas com Deficiência da SEJUS – Secretaria de Justiça Cidadania e Direitos Humanos do DF, um funcionário da mesma Secretaria agrediu uma senhora, após ter tomado com truculência a faixa que eu e um companheiro empunhávamos.

Era apenas um pequeno grupo de pessoas com deficiência, numa manifestação silenciosa, erguendo algumas faixas, contendo palavras de ordem e reivindicações.

Mas, a atitude daquele servidor, criando um tumulto desnecessário, não foi um fato isolado, no contexto da política do DF para as pessoas com deficiência. Retrata o autoritarismo não republicano de entes públicos da SEJUS e de sua Subsecretaria da Pessoa com Deficiência.

Quando pessoas com deficiência são agredidas, por servidores públicos, na Sede da SEJUS, na frente do Secretário, e o mesmo não se manifesta, seu silêncio fala por ele.

Parece que a manifestação daquele pequeno grupo de pessoas tornou-se uma grande ameaça ao seu Projeto político, pois, em poucas frases, estampadas naquelas faixas, desmascarava-se o que, até então, era colocado como “um presente” para o segmento das pessoas com deficiência.

Aquele grupo que se manifestava pacificamente é composto de artistas e agentes culturais com deficiência. Pessoas que na última Conferência da Pessoa com Deficiência, já haviam se manifestado contra este projeto, que nasceu sem discussão ou participação do segmento. Na referida Conferência, só não foi votada uma moção de repúdio à construção deste Espaço porque, por duas vezes, foram surrupiadas as assinaturas, impedindo que a moção fosse submetida ao pleno. Outras moções foram aprovadas, entre elas uma repudiando os problemas de acessibilidade na própria Conferência. Porém, por interferência da SEJUS, não tiveram um encaminhamento adequado.

A inclusão cultural é uma reivindicação histórica do segmento das pessoas com deficiência, mas não está contemplada neste projeto. Reivindicamos o acesso aos bens culturais, tais quais as outras pessoas, como preconiza a Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, incorporada a nossa Constituição. Demandando ao Estado adequações aos Espaços Culturais já existentes. Adaptações simples e baratas que nos contemplariam integralmente.

A importância destes Espaços Culturais está no conteúdo cultural que neles habita, no patrimônio histórico e cultural,  e não na estrutura do prédio.

A proposta cultural da SEJUS é excludente, tanto do ponto de vista cultural, quanto pela localização do referido Espaço. Não queremos enfrentar 2 ou 3 ônibus para nos locomover à um local distante, para ter acesso à um conteúdo cultural exclusivo, escolhido por terceiros. Queremos acesso a todo conteúdo cultural, como qualquer cidadão, escolhendo qual obra e espaço quer visitar.

Tanto na solenidade mencionada, como na Conferência e em outras ações, a SEJUS tem demonstrado seu despreparo e desrespeito com a causa das pessoas com deficiência. Com um discurso impregnado do assistencialismo, distante dos novos paradigmas. Uma política de manutenção da vulnerabilidade das pessoas, e não de sua autonomia e protagonismo, evidenciada pela concessão de “benefícios”, não a garantia de direitos.

A ABDV não deixará impunes os agressores. Nem se calará sobre o preconceito cultural da SEJUS.

César Achkar Magalhães

Presidente da ABDV  – Associação Brasiliense de Deficientes Visuais, artista plástico e arte-educador

 

Servidores da Sejus agridem manifestantes

 

Qui, 01 de Novembro de 2012.
05:24:00.

CORREIO BRAZILIENSE | CIDADES
JUDICIÁRIO | JUDICIÁRIO

Servidores da Sejus agridem manifestantes

ARTHUR PAGANINI

O que deveria ser uma cerimônia para marcar o início da construção de um centro cultural adaptado a deficientes, na sede da Secretaria de Justiça (Sejus), tornou-se uma demonstração de covardia e violência. E pior: os agressores são servidores da própria Sejus. Ontem à tarde, antes da abertura do evento, um grupo de 12 representantes da Associação Brasiliense de Deficientes Visuais (ABDV) protestava pacificamente contra o projeto. Enquanto as reivindicações eram ouvidas por uma assistente social do GDF, um dos funcionários se aproximou do grupo, por trás, e arrancou à força uma das faixas de protesto. Questionado pelos agredidos sobre a atitude, o servidor empurrou quem estava a sua volta e passou a faixa para um colega. No fim, ambos escaparam.

Presidente da ABDV, César Achkar segurava a faixa furtada no momento da agressão. Deficiente visual e artista plástico, ele é contra o projeto do centro cultural por entender que o local destinado para o espaço, na sede da Sejus, na antiga Rodoferroviária, é inconveniente devido à distância do centro da cidade. “Este espaço também é excludente. Você acha que uma exposição do Caravaggio chegaria aqui? Às vezes, é melhor uma simples rampa nos espaços tradicionais de cultura do que toda essa pompa”, criticou. O centro vai funcionar em uma área de 420m², equipado com cadeiras adaptadas, elevadores para cadeirantes, piso tátil e identificação em braile, entre outros aparelhos. A entrega da obra está prevista para março de 2013.

Marly Araújo é coordenadora do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase e foi uma das vítimas das cotoveladas do primeiro agressor. Ela afirma ter visto o crachá de identificação da Sejus no pescoço dele. “Ele disse que não poderíamos protestar do lado de dentro da secretaria, mas nossa reivindicação era pacífica e democrática”, disse. O segundo homem, que fugiu com a faixa, também foi flagrado pela reportagem com um crachá da secretaria. Questionado sobre a violência, respondeu: “Ninguém vai protestar aqui e não sou obrigado a me identificar para você”.

O secretário de Justiça e Cidadania, Alírio Neto, rebateu as críticas do grupo, mas também repudiou a violência. “Há preconceito de certa elite da cidade, que acha que tudo deve ser construído próximo ao Plano Piloto. Mas somos contra qualquer agressão, ainda mais de servidores da secretaria”, disse. “Os agredidos precisam prestar queixa e nos comunicar. Assim, poderemos investigar”, afirmou. Apesar da greve dos policiais civis, Marly conseguiu registrar queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

Fonte: CORREIO BRAZILIENSE