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25 de julho de 2021
Dia das Mães: Glorinha, fundadora de um Lar para crianças em Taguatinga-DF, usou os traumas da própria história para fazer o amor florescer

Dia das Mães é lembrado com a história da mãe de mais de 2,5 mil crianças

  • Glorinha, fundadora de um Lar para crianças em Taguatinga-DF, usou os traumas da própria história para fazer o amor florescer 

  • História da “mãe das mães” será contada em uma entrevista da agenda “Mulheres Empoderadas” da BDB Cultural, dia 4, às 19h

Foto: Glorinha – Tagore Editora – Divulgação

Maria da Glória Nascimento de Lima, a Glorinha como todos a conhecem, não sabe qual é o dia de seu aniversário, nem quem são seus pais biológicos. Viveu acolhida por uma igreja, por uma família com uma verve violenta… Por muitos anos, não soube o que era ser amada. Hoje em dia, porém, ela é o coração de amor de uma casa que acolheu mais de 2,5 mil crianças em situação de abandono. Em vez de semear raiva pelas provações que tão cedo teve que passar, ela decidiu transmitir cuidado e impedir que outras crianças passassem pelos sofrimentos que ela passou.

É a história dessa mulher de 75 anos, que abrigou a primeira criança aos 8, que será contada no evento “Mulheres empoderadas”, nesta terça-feira, dia 04, às 19h. O evento faz parte de uma agenda mensal que desde março tem contado histórias de mulheres fortes e bem-sucedidas. Neste mês das mães, ele apresenta a história de, como ela mesma se define, uma mulher muito rica. “Eu só sei viver amando. Amo as plantas, os animais, as crianças… É tanta coisa para amar no mundo que eu me sinto muito rica”, diz Glorinha.

“Estamos vivendo, neste Dia das Mães, um momento muito cruel.  Quando vejo as pessoas sofrendo, eu sinto na minha alma a dor dessas mães que perderam seus filhos, ou de filhos que não puderam se despedir de suas mães por conta da pandemia. Eu oro por todos os que perderam e quero falar com eles. Que eles consigam se aproximar de novas pessoas, reencontrar o amor. Todos nós podemos e merecemos disfrutar desse sentimento, que é o que há de mais sagrado.  O amor é infinito. Ele fica vivo em você, ele não precisa ser completado pelo outro. Basta um para amar o mundo inteiro”, diz.

 

Uma vida de cuidado e de autocuidado

A trajetória de amor de Glorinha atravessou toda uma vida de fé e felicidade, que é como ela gosta de pensar a própria biografia, não pelo viés da dor. “Eu desde pequena gostei de cuidar de outras pessoas. Cuidar do outro te faz bem. Me senti sempre sendo cuidada por Deus e o que eu fiz foi distribuir o amor que eu recebia dele. Fui abrigando essas crianças, fui cuidando, não só por que alguém cuidou de mim, mas por até um lado um pouco egoísta. Eu me sentia muito bem de ver as outras pessoas bem. E quanto mais bem eu fazia, mais pessoas eu ajudava, melhor eu ficava. Foi esse amor soberano, infinito, que só cresce, o que me fez me sentir empoderada. Essa é uma palavra que eu nem conhecia, mas que entendia desde quando abriguei a primeira criança. Me senti realizada na vida por entender que amor nunca diminui, só multiplica”, afirma ela.

Ela fecha a conversa, porém, deixando claro que nessa trajetória de cuidado ela não se descuidou de si mesma. “Eu tive a benção de encontrar o meu amor aos 14 anos, o homem com que me casei. Aquele grande companheiro, um grande amigo, um esposo, sempre muito amante. Na falta de irmãos, eu tive nele toda a minha família, todo o apoio do mundo. É como eu digo, amor é infinito. Eu amei muito. Eu sempre fui muito vaidosa. Ele gostava de me ver pintada, cheirosa. Ele gostava de me ver como mulher e eu até hoje sou assim, me cuido muito. Me arrumo, ando bonita, me sinto muito bem, muito cuidada por Deus, pela minha família, por mim mesmo. Eu me sinto feliz. Eu sou feliz. Isso, ‘ser’, ser feliz é um grande tesouro”, conclui.

 

Sobre a BDB Cultural

A BDB Cultural é uma iniciativa do governo federal, por meio da Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo, em parceria com a Biblioteca Demonstrativa do Brasil Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) e, por meio de um termo de colaboração, com a organização social Voar Arte para a Infância e Juventude. A agenda que o projeto executará na BDB segue até março de 2022.

“Com a BDB Cultural, vamos renovar a prática de ser uma referência a outras bibliotecas do país para que elas possam abrir suas asas para voos mais altos e dar vida aos seus espaços”, diz o coordenador-geral da BDB Cultural, Marcos Linhares.

Para saber mais sobre os próximos cursos e eventos oferecidos, acompanhe as novidades da BDB Cultural no Youtube (https://www.youtube.com/c/BDBCultural), no Facebook (https://www.facebook.com/bdbcultural), Instagram (https://www.instagram.com/bdbcultural/)  e no site www.bdbcultural.com.br da iniciativa.

 

Sobre Glorinha

Maria da Glória Nascimento de Lima é uma ativista do amor. Nasceu em Buíque, Pernambuco, em 1945. A data exata, ela desconhece. Glorinha ficou órfã muito cedo, sendo abandonada na porta de um convento em Juazeiro do Norte, terra de Padre Cícero. Acolhida por um frei, adotada por um casal, desenvolveu desde muito nova a necessidade de dar abrigo a crianças em situação de risco, como ela foi um dia, acolhendo o primeiro bebê quando ela mesma tinha apenas 8 anos de idade. A partir daí, não parou mais. Fundou o Lar da Criança Padre Cícero, instituição que deu abrigo a mais de 2,5 mil pessoas. O livro A casa da vida, que conta a sua história, foi lançado em 2017. A obra foi escrita pela psicóloga e escritora Adriana Kortlandt — convidada da BDB Cultural no próximo dia 17 de maio para um “Encontro terapêutico” sobre o luto.

 

Serviço:

BDB Cultural – Maio de 2021

“Mulheres Empoderadas” celebra o Dia das Mães com Glorinha, a mãe das mães

04/04 – Transmissão no Facebook e no YouTube da BDB Cultural, às 19h.

Outras informações:

Site www.bdbcultural.com.br

Facebook.com/bdbcultural

Instagram – @bdbcultural

Israel Carvalho

Diretor-Presidente do portal Gama Cidadão, Jornalista nº. DRT 10370/DF, Multimídia e Internet Marketing.

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