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3 de agosto de 2021

Segunda Cultural do Açougue T-Bone totalmente online

O tradicional projeto surge reinventado, promovendo lives para acolher e valorizar a produção dos artistas brasilienses dos mais diferentes segmentos.

 *Extensa programação será apresentada em 9 programas, exibidos quinzenalmente, a partir do dia 8 de março

 *Homenagens ao Dia Internacional da Mulher e ao Dia Nacional do Índio

 *Homenagem aos 40 anos do premiado ator Miqueias Paz

 *Comemoração dos 21 anos do T-Bone Cultural

Após um ano e dois meses fechado, o Espaço Cultural T-Bone reabre suas portas de forma distinta e convida o público brasiliense a assistir à exibição on-line da Segunda Cultural, agora em formato de lives, transmitidas diretamente do próprio espaço. Sarau de música e poesia, exposições de artes visuais e apresentações teatrais se misturarão numa programação variada, que promoverá a cultura e a arte da capital federal. Toda essa festa começa no dia 8 de março, às 20h, e segue até o mês de junho, com programas quinzenais, exibidos pelo canal T-BONE Cultural, no YouTube.

A novidade encerra o ciclo adormecido do famoso Açougue Cultural T-Bone, silenciado pela pandemia do COVID-19. Há mais de duas décadas, o projeto transforma a entrequadra 312/313 norte num lugar fervilhante, considerado símbolo da cultura brasiliense, consagrado pela valorização e promoção dos artistas locais, pelos shows gratuitos a céu aberto e  pela presença de milhares de pessoas, de todas as idades e classes sociais.

 

Lançado em maio de 2019, o Espaço Cultural T-BONE tem o conceito de receber diferentes manifestações artísticas e culturais, como recitais de poesia, pockets shows, peças teatrais, contações de história, exibição de filmes, lançamento de livros e exposições. Em razão da pandemia do COVID-19, que impediu o funcionamento dos equipamentos culturais de tamanho reduzido, o espaço se viu impossibilitado de dar continuidade às atividades – por motivos de segurança e em respeito aos protocolos estabelecidos.

 

A Segunda Cultural Online foi a fórmula encontrada para prosseguir com as atividades culturais, como forma de resistência e união e, como o título revela, acontecerá às segundas-feiras, quinzenalmente, entre os meses de março e junho, totalizando 09 programas.

 

O idealizador da Segunda Cultural Online, Luiz Amorim, açougueiro com alma de artista, como define a poeta Noélia Ribeiro, deseja que o novo formato também caia no gosto do público, assim como os demais projetos desenvolvidos por ele, como  a  Biblioteca Popular, a Noite Cultural T-Bone, a Bienal do B e A poesia na rua.

 

Um dos produtores e curador dos recitais de poesia, o escritor Jorge Amâncio afirma que a live traz o sentimento de esperança, num momento em que, mais do que nunca, necessitamos de cultura.

 

HISTÓRIA

 

O Açougue Cultural T-Bone completa 21 anos de uma trajetória empenhada em promover, reconhecer e valorizar a arte e a cultura do Distrito Federal, tendo à frente o baiano Luiz Amorim, que chegou à capital na infância. Luís foi alfabetizado aos 16 anos, leu o primeiro livro aos 18, trabalhou de vigia e engraxate, antes de ser contratado por um pequeno açougue da 312 Norte, do qual passou a ser proprietário em 1994.

 

Sua primeira ação cultural, a pequena biblioteca comunitária na entrequadra 712/713, nasceu a partir de uma estante dentro do açougue, com apenas dez livros. Depois dela, uma série de projetos se concretizaram, entre os quais a Biblioteca Popular (instalada em paradas de ônibus da Avenida W3 Norte), o Sede de Cultura (para crianças e adolescentes da Cidade Estrutural), o Viva o Livro, o Encontro de Escritores e a  Bienal de Poesia.

 

O projeto Noite Cultural T-Bone é o de maior destaque, tendo trazido a Brasília alguns dos maiores nomes da música popular brasileira, como Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho, Marina Lima, Zélia Duncan, Os Mutantes, Amelinha, Jorge Benjor, Sandra de Sá, dentre tantos outros. Além disso, o evento compõe o Calendário Cultural Oficial do Distrito Federal.

 

PROGRAMAÇÃO

 

A programação da Segunda Cultural Online foi elaborada para valorizar a produção cultural brasiliense e a história do local, num sentimento de retomada, reconhecendo a importância da cultura e da arte como alimento da alma. A proposta é promover uma série de atividades, contando com a participação de artistas considerados verdadeiros patrimônios culturais da cidade, como o desenhista e ilustrador Jô Oliveira, os músicos Renato Matos, Célia Porto e o maestro Rênio Quintas, os poetas Noélia Ribeiro e Vicente Sá, dentre muitos outros,  chegando à nova cena cultural, com a notável rapper Realleza e Rafael OPS.

 

A noite de estreia do projeto será dedicada a mulheres que protagonizam a cena artística brasiliense, lançando luz à importância do reconhecimento dos direitos da mulher e sua inserção no mercado artístico e cultural. A data não foi escolhida ao acaso: trata-se, propositalmente, de uma singela homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

 

Este ano o projeto homenageia também o ator Miqueias Paz,  um dos melhores mímicos brasileiros que acumula na bagagem 40 anos de carreira viajando o mundo com suas apresentações. A Segunda Cultural Online ainda destaca a valorização do povo indígena brasileiro, com apresentações do grupo indígena Moyrà do DF, da etnia Kariri-Xocó.

 

Gravado no teatro de bolso/galeria de arte do espaço T-Bone, o programa foi produzido respeitando os protocolos de segurança estabelecidos pelo Governo do Distrito Federal e pela OMS. Distanciamento social, uso obrigatório de máscaras da equipe de produção e técnica, aferição de temperatura dos envolvidos, disponibilização de álcool em gel estão entre as medidas adotadas para a realização do evento.

O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF.

 

PROGRAMAÇÃO GERAL

 

08 de março  – homenagem às mulheres

Música – Realleza com DJ Ketlen e o guitarrista Daniel de Jesus

Exposição “Orixás”, de Josafá Neves

Sarau Poético com  MeiMei Bastos e Nanda Fer

22 de março – programa dedicado à celebração da cultura popular do Brasil Central

Música – Chico Nogueira

Exposição “Passeio na Savana”,  de Severina Gonçalves

Teatro – “Santa Dica”,  da Cia. Burlesca de Teatro

Sarau Poético com Cumpadi Anselmo

05 de abril – programa dedicado à celebração ao aniversário de Brasília e 40 anos de carreira de Miqueias Paz

Música – Célia Porto e Rênio Quintas

Sarau Poético com Nicolas Behr, Noélia Ribeiro e José Soter

Espetáculo Mimicando 40 anos, com Miqueias Paz

19 de abril – homenagem ao Dia Nacional do Índio

Canto do Rojão e apresentação do Toré, com grupo indígena Moyrà do Território Kariri-Xocó do DF

Exposição de Paulo Andrade

Sarau Poético com Marcos Fabrício e Rego Junior

03 de maio – programa dedicado à celebração dos artistas da boemia

Música – Baile da Noite com Beto Cardoso e cantoras convidadas Fabrícia Duarte e Lucíola Paranhos.

Sarau Poético com Vicente Sá e Welcio de Toledo

17 de maio – programa dedicado à celebração do aniversário de Luiz Amorim e aos 21 anos de T-Bone

Música com Sérgio Duboc e Renato Matos

Exposição de Renato Matos

Sarau Poético com Jussara Resende e Luciana Barreto

31 de maio – programa dedicado à celebração da cultura brasiliense contemporânea

Música com Ops

Exposição de Cririlo Quartim

Sarau Poético com Vanderlei Costa e André Giusti

14 de junho programa dedicado à celebração do samba

Música com Tereza Lopes

Sarau Poético com Jorge Amâncio e Cris Sobral

28 de junho – programa dedicado à celebração da cultura popular nordestina

Música – Carol Carneiro.

Exposição de trabalhos de Jô Oliveira

Mamulengo Sem Fronteiras – “Pavão Misterioso”

Sarau Poético com Sabiá Canuto e Analise

 

SINOPSES

(por ordem de apresentação)

 

PROGRAMA 01

Dia 08 de março – dedicado à celebração do dia das mulheres

 

Música: Realleza com DJ Ketlen e o guitarrista Daniel de Jesus

Realleza é rapper, cantora, compositora e dançarina. Tem ascendência brasileira e moçambicana, trazendo em sua música a cultura que cruzou os mares e a força da periferia do DF. Sua potente voz é fio condutor de uma performance autoral que investe na dança, no grave e no empoderamento feminista negro. Com uma década de carreira, em plena pandemia, essa artista chega abalando as estruturas com o lançamento de seu EP de estreia, “AFRONTOSA”, lançado em abril de 2020, disponível em todas as plataformas digitais. http://abre.ai/afrontosa

Dj Ketlen, natural de Ceilândia-DF e moradora de Águas Lindas-GO, discoteca desde 2015 e tem como objetivo pessoal promover espaço e auto estima, principalmente entre as mulheres através do empoderamento periférico feminino e negro. Usa como uma de suas ferramentas, sua paixão antiga pela Black Music.

Daniel de Jesus tem 23 anos e é musicista há 10 anos. Formado em violão clássico pelo Conservatório Municipal de Vitória da Conquista/Bahia, hoje é professor, guitarrista e produtor musical. Desde que chegou ao DF, o músico fez parcerias, shows e em 2017 conheceu a artista Realleza. Com ela participou de vários festivais como o Elemento em Movimento, em 2018, Festival CoMA 2019 e o Porão do Rock, em 2020. Dividiu o palco com artistas como Ney Matogrosso, Djonga e Ponto de Equilíbrio. Atualmente está gravando seu primeiro EP intitulado “Somos Fortes”, que será lançado ainda este ano.

Exposição “ORIXÁS”, do artista Josafá Neves

Josafá Neves é artista plástico, afrobrasileiro, nascido em Brasília em 1971, autodidata, que há 24 anos se dedica integralmente ao ofício das artes. Participou de exposições coletivas e individuais com obras em óleo sobre tela, desenho, escultura, cerâmica e instalações, em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Massachusetts, Havana e Caracas. A prática da pintura para o artista é de um valor incontestável e efetivo. Um dos encantos dos trabalhos de Josafá está na proposta consciente de criar as pinturas a partir de uma pele negra: as telas são sempre pintadas de preto antes da aplicação de outras cores.

Sarau Poético – Meimei Bastos e Nanda Fer

Meimei Bastos nasceu em Ceilândia, é escritora, poeta, educadora, atriz e coordenadora do Slam Q’BRADA. Graduada em Artes Cênicas e mestranda em Culturas e Saberes em Artes Cênicas na Universidade de Brasília. Atua em diversos movimentos sociais, especialmente direcionados à população negra e periférica. Publicou seu primeiro livro, UM VERSO E MEI, Editora Malê, em 2017.

Nanda Fer. Pimenta é residente de São Sebastião/DF, poeta e atriz. Estudante de design de moda. Vinda de uma família cheia de baianidade , aos poucos seu trabalho vem ganhando diversos espaços no DF. Publicou o livro SANGUE, lançado pela Padê editorial em 2019.

PROGRAMA 02

22 de março – dedicado à celebração da cultura popular do Brasil Central

Música: Chico Nogueira

Chico Nogueira é de Taubaté-SP, músico autodidata que criou a primeira orquestra de viola caipira do Brasil, em 1991. Tocou com a Cia. Carroça de Mamulengos, Cia Boneco e Riso, Cia Bokemboca de Anápolis e criou o grupo Mambembrincante. Participou de diversos filmes e documentários nacionais, compôs e gravou as canções do curta-metragem “Maio nosso maio”, no qual também faz a narração. Em 2015, iniciou carreira solo, se apresentando em diversos lugares do Brasil, Alemanha, Índia e Uruguai. Foi protagonista em 2020 do filme “A Viola e a Jabuticaba” sobre Olhos D’água/GO. Também gravou os filmes “Viola Central” de Domingos de Sálvia, “A Viola Caipira na Rota do Ouro Goiano” e “Encontro dos Povos do Grande Sertão Veredas – online”, em Minas Gerais. Em 2016 lançou seu primeiro CD solo: “Chico Nogueira Viola e Vós”.

Exposição “Passeio na Savana” da artista Severina Gonçalves

Severina Gonçalves é autodidata, nascida em Riacho de Santana no RN, em 1939. Tem 81 anos, morou em Lavras/MG por um ano, em uma fazenda de café, chegou a Brasília direto para Planaltina, em 1985. Começou a fazer suas esculturas aos 5 anos de idade como uma brincadeira de criança e não parou mais. Durante todos esses anos foi aperfeiçoando sua técnica conhecida como “Arte Severina”. A natureza é sua inspiração, o que consideram lixo é desconstruído e reconstruído na forma de arte, sob seu olhar sensível e suas mãos habilidosas.

Espetáculo “Santa Dica” da Cia. Burlesca de Teatro

A Cia Burlesca foi criada em São Paulo, em 2004, pelo ator, diretor, palhaço e músico Mafá Nogueira, resultado da necessidade de mesclar as linguagens do circo, da música e do teatro. Quatro anos depois o grupo se estabelece em Brasília e realiza diferentes projetos em teatros, escolas e espaço públicos. Em seu repertório estão os espetáculos “O Segredo”, inspirado no conto O Segredo do Bonzo de Machado de Assis, “O Longe” inspirado no conto Safari Definitivo de Nadine Godimer, “Quixote ao Avesso“, baseado em trechos do livro Dom Quixote de Miguel de Cervantes, “Bendita Dica” baseado na vida de Santa Dica de Lagolândia/GO (vencedor do Prêmio Sesc do Teatro Candango na categoria de Melhor espetáculo infantil em 2018), e “O Violinista Mosca Morta”. O grupo apresenta espetáculos teatrais e contações de histórias com estética cômica e satírica, suscitando reflexões sobre comportamentos caricatos da sociedade, sob a ótica do Teatro Político de Bertolt Brecht e do Teatro do Oprimido de Augusto Boal. O espetáculo “Bendita Dica” integra atores, músicos e bonecos para contar a história de Benedita Cipriano Gomes, a Santa Dica, poderosa líder comunitária que criou em Lagolândia, na região de Pirenópolis/GO, entre os anos 20 e 30, uma grande comunidade que dividia a terra por igual e construiu um cotidiano baseado nos princípios da igualdade, solidariedade e produção coletiva. Os integrantes da companhia são Mafá Nogueira, Julie Wetzel, Pedro Caroca, Lyvian Sena e Pedro Henrick.

Sarau Poético com Cumpadi Anselmo – contação de causos

Cumpadi Anselmo é poeta e declamador, em especial da poesia matuta, aquela contada de maneira simples, com o “linguajar” do povo do interior. É natural do vale do Canindé, nascido na cidade de Oeiras/PI e radicado em Brasília há 36 anos, trabalhando e divulgando a cultura nordestina em suas palmilhadas no solo da capital federal.

PROGRAMA 03

05 de abril – dedicado à celebração ao aniversário de Brasília e 40 anos de carreira de Miqueias

Música: Célia Porto e Rênio Quintas

Célia Porto estudou canto na Escola  de Música de Brasília e acumula quatro CDs lançados. É cantora, compositora, produtora e professora de Musicalização infantil. Em 1995, em seu primeiro álbum, foi indicada cantora revelação pop rock, pelo Prêmio Sharp (atual Multi-Show).

Rênio Quintas é maestro, compositor, multi instrumentista e arranjador. Natural do Rio de Janeiro, chegou a Brasília em 1960, onde lançou dois CDs. Rênio Quintas é cidadão honorário do DF, criou e participou dos grupos Artimanha e Naipe, que iluminaram a cena instrumental da cidade nas décadas de 80 e 90. Compôs músicas premiadas para vídeo, cinema e TVs. Quintas é diretor musical de Célia Porto, além de produtor musical e ativista cultural.

Sarau Poético com Nicolas Behr, Noélia Ribeiro e José Soter

Nikolaus Von Behr é cuiabano e mora em Brasília desde 1974. Integrante da chamada ‘Geração Mimeógrafo’, lançou seu primeiro livro “Iogurte com Farinha” (totalmente rodado em mimeógrafo) e vendeu oito mil exemplares de mão em mão. Um dos ícones da poesia marginal em Brasília, foi preso e processado pelo DOPs por “porte de material pornográfico”. Publicou inúmeros livros.

Noelia Ribeiro é pernambucana, radicada em Brasília. Formada em Letras pela UnB, tem 4 livros lançados, além de poemas publicados em antologias, jornais e revistas digitais. Foi homenageada em 2017 no Salão de Poesia Psiu Poético de Montes Claros. Nesse mesmo ano, integrou a mostra Poesia Agora, realizada na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. É idealizadora e apresentadora do projeto A Fim de Poesia.

José Luiz do Nascimento Sóter é natural de Catalão/GO, considerado poeta marginal da Geração Mimeógrafo de Brasília, coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão, diretor na empresa Agência Abraço, presidente da Rádio Esplanada FM – a rádio que toca poesia. É também editor chefe da Semim, editora que resgata a poesia mimeógrafa dos anos 1970 de Brasília. Poeta com mais de 40 anos carreira e diversos livros lançados.

Espetáculo Mimicando – comemorando 40 anos de carreira do ator Miqueias Paz

Premiado ator e um dos melhores mímicos brasileiros, acumula na bagagem 40 anos de carreira, viajando o mundo com suas apresentações. Nessa caminhada, encanta o público por onde passa, seja em Londres, Brasília ou Bagdá, onde participou do Festival de Artes da cidade. Entre os espetáculos montados, estão: “Tradição e Contradição”, “Brincadeiras de Criança”, “Máscaras de um Pierrot”, “Gregor Sansa (a Metamorfose)”, “Cotidiano, Sentimentos” e “Brasil Brasileiro”. Idealizou o projeto, “Amar é Preciso”, levado para as escolas da rede pública de ensino de Brasília. Dirigiu os espetáculos “O Beijo no Asfalto”, “Folhas de Outono”, “ Amar é Preciso”, “O Chapéu”, “QQ Iss!?”,As Aventuras de Pendú”, “Camí – Do Outro Lado da Lia e do Arco-íris”  e “Vamos a La Praia”. Foi coordenador das oficinas de teatro do SESI, em 2009 e 2010, e realizou oficinas teatrais em instituições como SESC, Banco do Brasil, BRB, Petrobras.

O espetáculo MIMICANDO é composto por quadros que retratam, com irreverência e bom humor, situações do cotidiano dos brasileiros, como o clássico O ônibus (apresentado em 14 países) e Minha Cor (que conta a história da escravidão no Brasil através dos gestos e “imagens”).

PROGRAMA 04

19 de abril – dedicado à celebração do Dia do Índio

Música: Canto do Rojão – Kariri-Xocó – grupo indígena Moyrà do DF.

O rojão kariri-xocó é a sincronia de vozes, histórias, relatos e melodia do povo karirixocó e antepassados, sons do vento e da natureza, cultura e sabedoria passada pelos ancestrais e antepassados. É a nossa cultura indígena contando suas histórias, cantando a qualquer momento, hora e lugar. O Rojão Kariri-Xocó é o hábito de um povo resistente e de grande história.

Dança – Toré – Kariri-Xocó – grupo indígena Moyrà do DF.

Toré é um ritual sagrado, comum a todos os povos indígenas da América. No ritual do Toré, os participantes entoam cânticos tradicionais e ancestrais para buscarem integração com as forças da natureza. Para os povos Kariri-Xocó, o Toré é realizado em todos os momentos, desde festejos, comemorações até despedidas e lutas.

Exposição – Paulo Andrade

Paulo Andrade é desenhista, pintor e designer gráfico. Nascido em Minas Gerais, estudou, na década de 1970, na Escola de Belas Artes da UFRJ e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro. Desenhista, pintor e designer gráfico, participou do 43º Salão de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba (1984), do Núcleo de Arte Postal da Bienal de São Paulo (1981) e do I Salão de Arte Moderna de Brasília, no Museu de Arte de Brasília, além de várias coletivas em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Nova Iorque. Fez exposições individuais em Brasília, Goiânia, Washington D.C. (EUA) e San José, Costa Rica.

Sarau Poético com Marcos Fabrício e Rego Junior

Marcos Fabrício Lopes da Silva é natural de Brasília, professor universitário, jornalista, graduado em Letras na Universidade de Brasília, Doutor e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais. É também integrante da AVÁ, editora artesanal. Publicou nove livros de poesia.

Rêgo Junior é maranhense de São Luís, radicado em Brasília desde 1997, poeta, produtor cultural e membro fundador do grupo Poeme-se. Tem o seu trabalho voltado para a declamação poética. Ministra oficina na arte de declamação e contação de história. Funcionário Público, publicou o livro de poesia ZIGOTO DE PALAVRAS  da editora Semear.

 

PROGRAMA 05

03 de maio – dedicado à celebração dos artistas da boemia

Música – Baile da Noite com Beto Cardoso e cantoras convidadas Fabrícia Duarte e Lucíola Paranhos.

Carlos Alberto Cardoso é músico carioca, residente há 10 anos em Brasília. Estudou na escola de música Villa Lobos e Escola Brasileira de Música. Integrou o grupo de Leci Brandão por 14 anos, 2 anos na banda Vitória Régia do cantor Tim Maia, foi diretor musical do Jorge Aragão, acompanhou o cantor Marquinhos Santana, fez shows com Arlindo Cruz, Reinaldo, Zeca do Trombone, gravou com Alcione, entre muitos outros. Morou na Argentina e no Paraguai a trabalho. Fez shows em Cuba, África, Moçambique, Panamá, Angola, Argentina, Paraguai e Chile. Tocou nas maiores casas de shows do Rio de Janeiro, Escala, Canecão, Metropolitan, Gafieira Elite, Oba Oba do Sargentelli, Teatro João Caetano etc. Para esta apresentação Beto Cardoso convidou as cantoras brasilienses Fabrícia Duarte e Lucíola Paranhos.

Sarau Poético com Vicente Sá e Welcio de Toledo

Vicente Sá, natural de Pedreiras/MA, veio para Brasília menino, aos 11 anos, no auge da ditadura militar. Fez amigos e parceiros poetas, músicos e atores, entre eles, o grupo Liga Tripa. Publicou doze livros entre poemas, crônicas e romance. Influenciado pela literatura de cordel, o poeta procura versos que sejam simples, cada vez mais próximos do leitor. Possui vários poemas que viraram letras de músicas.

Welcio de Toledo é brasiliense nato, formado em história pela Universidade de Brasília,  professor, poeta e atua em movimentos sociais e culturais do DF. Tem quatro livros publicados, sendo três de poesia e um de contos. Também é consultor de museologia social. Seus poemas são ágeis e marginais, passeando do concretismo ao beat.

PROGRAMA 06

17 de maio – dedicado à celebração do aniversário de Luiz Amorim e aos 21 anos de T-Bone

Música – Sérgio Duboc convida Renato Matos com Paulo Sá na percussão

Compositor, arranjador, cantor e violonista, referência cultural em Brasília, Sérgio Duboc foi um dos ganhadores da Feira Pixinguinha/79, inauguração da sala Funarte, com a música “Tão Logo” em parceria com Paulo Tovar, com gravação em LP das 12 finalistas. Fundou na década de 70 o grupo “Entressafra” e o grupo “A banda dos aflitos”. Participou de diversas gravações em disco e em vídeo com o grupo Liga Tripa. Lançou recentemente nas plataformas digitais, seu primeiro CD autoral “Kompozições”. Recebeu em 2020 o Prêmio FAC pela importância e reconhecimento do seu trabalho para a cultura artística do DF.

Exposição Renato Matos

Renato Matos é baiano de Salvador, poeta, artista plástico, cantor, compositor e multi-instrumentista. Considerado o pai do reggae de Brasília, criou diversos instrumentos utilizando materiais naturais e alcançando um estilo musical único, com elementos monocórdios, como o berimbau. Em 2005, lançou um CD chamado “Plano Piloto” e, atualmente, integra o trio Sacassia. Renato Matos foi o primeiro artista a cantar, em 1977, no antológico “Concerto Cabeças”,  marco cultural em Brasília. Em 1980, gravou o compacto “Grande Circular“. Em 1988, esteve na Suíça e Paris, representando o Brasil no Festival Internacional do Folclore da Líbia. Em 2013 integrou a exposição Obranome III, no Mosteiro de Alcobaça, Portugal. Para esta exposição, preparou quatro pinturas, três planas em madeira, objetos e uma escultura de roda de bicicleta apelidada de “duchopp” e movimentada por um pequeno motor elétrico.

Sarau Poético com Jussara Resende e Luciana Barreto

Jussara Resende é brasiliense, graduada em Comunicação Social e Direito. Faz da escrita sua morada pessoal e profissional. Seus poemas, contos e crônicas transitam por temas que vão desde as relações afetivas à filosofia do cotidiano, marcados pela realidade e pela composição urbanística de Brasília.

Luciana Barreto é professora universitária em teoria literária e literaturas, Mestre e Doutora em Teoria Literária pela UnB. Tem poemas em revistas, blogs literários e coletâneas de poesia. O seu primeiro livro “NUNCA é casto o fio do poema” está em fase de editoração.

PROGRAMA 07

31 de maio – dedicado à celebração da cultura brasiliense contemporânea

Música – Dj Ops

Ops é cantor e compositor, ator e DJ. Com mais de 15 anos de carreira e pelo menos 10 turnês internacionais, hoje se dedica ao trabalho solo, com o qual lançou os álbuns “Não Tá Tudo Bem (2017)”, “Lindo Mundo Feio (2019)” e o single “Novo Normal (2020)”. Também já se apresentou no showcase oficial do festival MIL Lisboa, na noite SIM São Paulo, Festival COMA e Picnik em Brasília. Nesta ocasião, apresenta parte de seu repertório em voz e violão, com canções populares reflexivas, denunciativas e que fazem um convite para a mudança. Um alarme delicado.

Exposição – Cririlo Quartim

Cirilo Quartim destaca-se com ações e pesquisa nas áreas da intervenção urbana, desenho, pintura, computação gráfica, instalações, objetos e, principalmente, na fusão dessas linguagens. Quartim ganhou o “Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2012” e, além de participar e promover ações extra-muros, integrar mostras nacionais e internacionais, sua obra também está presente em acervos públicos, a exemplo das coleções Caixa Cultural e Museu Nacional da República. Recentemente participou de mostras como “Não Matarás”, “ACT – Arte, Ciência e Tecnologia”, “Onde Anda a Onda II e III”, “Obranome” realizada no mosteiro de Alcobaça em Portugal, dentre outras de relevância nacional e internacional.

Sarau Poético com Vanderlei Costa e André Giusti

Vanderlei Costa, natural de Patos de Minas, MG, veio para Brasília em 1977, mas foi a partir de 2008 que iniciou suas atividades artísticas e culturais. Atuou em dezenas de filmes e vídeos como figurinista, modelo fotográfico, performance e poeta. Participou de coletâneas e possui poemas publicados em revistas e jornais. O “SUBSOLO AMARELO” é o seu primeiro livro solo. 

André Luís de Almeida Giusti é carioca de Cascadura, jornalista, escritor, publicou cinco livros de contos, uma novela, dois livros de poesia e prepara o seu primeiro romance. Contabiliza  no currículo 35 anos de produção poética.

PROGRAMA 08

14 de junho – dedicado à celebração do samba

Música – Tereza Lopes

Conhecida pela interpretação diferenciada, grande potencial vocal, pesquisa de repertório refinada e musicalidade marcadamente influenciada pelas sonoridades afro-brasileiras, Teresa é uma fiel representante do samba produzido em Brasília e do legado cultural de grandes cantoras negras brasileiras. Criada em um ambiente familiar especialmente musical, a brasiliense vem no decorrer de seus 15 anos de carreira emprestando sua voz ao samba. Em sua trajetória, figuram apresentações junto a nomes consagrados do samba, como Almir Guineto, Luís Carlos da Vila, Neguinho da Beija-Flor, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal. O primeiro CD da cantora, intitulado “Clara Essência”, tem a direção musical do violonista Rafael dos Anjos e é composto, em sua maioria, por sambas assinados por compositores nascidos e/ou radicados em Brasília. O lançamento aconteceu em junho de 2019. No mês seguinte, a cantora seguiu para uma turnê internacional, que incluiu Portugal, Noruega e Amsterdã.

Sarau Poético com Jorge Amâncio e Cris Sobral

Jorge Amancio é físico-poeta, natural do Rio de Janeiro. Veio para o Distrito Federal em 1976 e teve o primeiro poema publicado pelo jornal Raça do MNU em 1980. Participou da criação do Movimento Negro Unificado de Brasília, tendo sido fundador do Centro de Estudos Afro-brasileiros e do Grupo Cultural Ase Dudu. Têm três livros solos de poesia e poemas publicados em revistas e jornais, além de ser participante de várias antologias.

Cristiane Sobral é natural de Coqueiros/RJ, Mestre em Artes pela Universidade de Brasília. Atua em teatro, cinema e literatura. O seu livro “Não vou mais lavar os pratos” impulsionou-a como escritora nacionalmente e internacionalmente. Cris Sobral tem sete livros publicados entre poesias, contos, infantil e prepara um romance.

 

PROGRAMA 09

28 de junho – dedicado à celebração da cultura popular nordestina

 

Música – Carol Carneiro

Carol Carneiro é cantora, compositora e musicista. Com 20 anos de carreira, é formada em viola caipira pela Escola de Música de Brasília. Suas canções transitam entre o forró pé de serra, frevo, coco de embolada, samba e carimbó. Em 2019 lançou o DVD “Encantada na Viola”.

 

Exposição – Jô Oliveira – arte gráfica e cultura popular

Consagrado desenhista, quadrinhista e ilustrador, é Pernambucano da Ilha de Itamaracá, tendo passado boa parte da infância em Campina Grande/PB e a adolescência em Aquidauana e Ponta Porã/MS. Foi aluno da Escola Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, e por seis anos morou em Budapeste/Hungria. Durante seis meses estudou desenho animado no Stúdió Pannónia e depois frequentou a Academia Húngara de Artes Aplicadas, onde concluiu o curso de Artes Gráficas. Seus primeiros trabalhos, livros e quadrinhos, foram impressos nos anos 70 na Itália. Publicou também livros na França e Alemanha, e seus quadrinhos tiveram edições na Espanha, Itália, Grécia, Sérvia, Dinamarca, Argentina e Brasil. Jô participou em exposições de ilustração em várias partes do mundo. Desenhista de selos postais, criou mais de 50  peças filatélicas para os Correios. Ganhou quatro vezes a medalha Olho de Boi pela criação do melhor selo brasileiro. Por duas vezes recebeu o troféu do melhor selo do mundo. Apaixonado pela cultura popular brasileira, tem procurado sempre referências no cordel, na xilogravura das capas dos folhetos, nos bonecos do Vitalino, no mamulengo e em diversas manifestações folclóricas. Para esta exposição, Jô Oliveira vai apresentar linogravuras coloridas à mão.

 

Teatro – Mamulengo Sem Fronteiras – “Pavão Misterioso”

A família Mamulengo Sem Fronteiras se uniu para brincar mamulengo em 1996. Coordenado por Walter Cedro, o grupo recebeu a herança do teatro popular de bonecos das mãos de Chico Simões (Mamulengo Presepada), em Taguatinga (DF). São mais de 20 anos de pesquisa sobre a tradição das brincadeiras populares em interação com novas formas de fazer mamulengo. Hoje, o grupo compartilha experiências e estudos em apresentações, oficinas e festivais pelo Brasil e também no exterior, em países da Europa e da América do Sul. Mamulengo Sem Fronteiras é formado por Walter Cedro (Bonequeiro Brincante) e Bião Cedro, Keijin do Acordeon, Wagner Nascimento e Beirão Neves (Músicos Brincantes). O romance do Pavão Misterioso, escrito em 1920 por José Camelo de Melo, um dos cordéis mais renomados e um dos mais vendidos no nordeste brasileiro, inspirou novelas de televisão, animações, canções e peças de teatro.

 

Sarau Poético com Sabiá Canuto e Juliana Blum

Juliana Patrícia Campelo Bramatti é a poeta “Analise”, professora de filosofia, pensadora e ativista. Publicou 6 cartilhas de poesias, com temas que buscam analisar e contestar, variando entre a filosofia e a arte. Atualmente apresenta o programa “Analisando”, no IgTV do seu perfil no Instagram. É piauiense e mora no Distrito Federal há 13 anos, reside na Ceilândia e leciona em Santa Maria.

 

Sabiá Canuto é poeta, cordelista, músico e professor da rede pública de ensino do DF. Ceilandense de ascendência nordestina, fez recentemente pelo Projeto Ciclo Pife uma longa viagem pelos sertões do Pajeú (PE), Moxotó (PE) e Cariri (CE), onde entrou em contato com diversos mestres e artistas da cultura popular, atuando em oficinas e apresentações culturais. Canuto publicou diversos cordéis de sua autoria.

 

SERVIÇO

Onde: Canal T-Bone Cultural, no Youtube https://www.youtube.com/channel/UCT7acP4XV9CFvF_kWPES8xA/featured

Quando: de março a junho de 2020, quinzenalmente.

Horário: 20 horas.

Sempre às segundas-feiras

Assessoria de Imprensa: Karina Gama (61) 98110-2002 e Amanda Guedes (61) 98429-0007

Facebook: https://www.facebook.com/EspacoCulturalTBone

Instagram: https://www.instagram.com/espacoculturaltbone/

*Com informações da assessoria de comunicação T-BONE Açougue Cultural

Israel Carvalho

Diretor-Presidente do portal Gama Cidadão, Jornalista nº. DRT 10370/DF, Multimídia e Internet Marketing.

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