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Eleições 2018: Em campanha, Rollemberg foca na área habitacional

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) iniciou o dia debatendo sozinho na rádio CBN de Brasília, por volta das 10h de ontem. O seu concorrente no segundo turno da disputa pelo Governo de Brasília, Ibaneis (MDB), decidiu se retirar deste tipo de evento até o próximo domingo, quando os brasilienses voltarão às urnas, e o atual Chefe do Executivo não o poupou de críticas.

Em reunião com líderes de cooperativas habitacionais pela tarde, no comitê de sua campanha, no SIA Trecho 6, Rollemberg aproveitou o encontro para acusar, novamente, seu oponente de comprar votos e abusar de poder econômico. “Sabemos que ele está despencando (nas pesquisas) e por isso está fugindo”, bradou o governador a seus apoiadores.

O ataque a Ibaneis tem sido a principal estratégia do candidato à reeleição desde o fim do primeiro turno, quando ele teve cerca de 13% dos votos válidos contra 41% do concorrente. As pesquisas de intenção de voto recentes apontam que a diferença entre os dois aumentou. O levantamento do Exata OP, divulgado ontem, coloca o emedebista com 77% dos sufrágios contra 23% de Rollemberg.

Diante do cenário, o candidato do PSB convocou a militância de seu partido e sua rede de influência para ir às ruas e “desmascarar” o adversário, além de, eventualmente, defender sua gestão. “A arrogância dele acha que pode tudo, mas ele não está acima da Justiça e a cada debate vemos aquela face perversa”, reforçou.

O que interessa

Quando finalmente abaixou o tom para ser propositivo, Rollemberg trocou afagos com os presidentes de cooperativas que compareceram a seu comitê de campanha, por volta das 16h de ontem. Ele prometeu construir mais 50 mil unidades habitacionais em locais como o Sol Nascente e Samambaia, e ainda garantiu que, em 2019, começará a pagar R$ 600 de aluguel social às 10 mil famílias mais pobres da fila da Companhia Habitacional do DF (Codhab).

Sua agenda ainda teve espaço para um almoço com membros da Associação Brasiliense de Construtores (Abrasco). No fim da tarde, ele foi paraninfo de uma turma de de praças da PMDF e, à noite, foi a uma loja maçônica na 304 Norte.

Foco na falta de moradia

A proposta habitacional de Rollemberg se vincula ao fato de ele ter distribuído cerca de 60 mil escrituras pelo DF, “mais do que todos os governos anteriores juntos”, como ele gosta de dizer. A promessa de construir 50 mil moradias, portanto, é seu trunfo para atrair um eleitorado de cerca de 120 mil pessoas, que é o déficit habitacional estimado do DF segundo a Codhab.

Durante a reunião com as cooperativas de habitação, ele fez acenos às populosas cidades de Ceilândia e Samambaia, que, junto com Taguatinga, concentram aproximadamente um terço da população do DF.

O governador prometeu construir as quadras 100 ímpares em Samambaia e finalizar apartamentos já iniciados no trecho 1 e na Vila Madureira, ambos no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, bem como criar a quadra 6 da QNR, também na região administrativa.

A todo instante, Rollemberg deixa claro que só não promoveu essas melhorias porque “a casa não estava arrumada” e defende ser capaz de, a partir de 2019, poder promover todos os compromissos firmados. Mesmo quando se propôs a falar mais de si do que do adversário, o governador deu uma escapada para chamar Ibaneis de “grileiro vertical”. Restam cinco dias até as eleições.

Saiba Mais

O governador Rodrigo Rollemberg incluiu, em sua relação de compromissos para um eventual segundo mandato, concluir as obras do Itapoã Parque e investir mais em moradias sociais.

A proposta de conceder o aluguel social de R$ 600 às famílias em maior vulnerabilidade econômica da fila da Codhab obrigará o governo a desembolsar R$ 72 milhões ao ano. Segundo Rollemberg, boa parte desse dinheiro virá da economia feita com a revisão e regularização de acordos firmados na gestão anterior.

Como exemplo, o governador afirmou que só com a confecção de novos contratos e licitações no setor de vigilância, ele economizou R$ 50 milhões ao ano, em relação ao último governo.

Jornal de Brasília – 23/10/2018

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