Audiência Pública sobre o Parque Vivencial Urbano do Gama

Foi realizado, no sábado (09/05) uma Audiência Pública para tratar das questões alusivas ao Parque Vivencial Urbano do Gama. E que foi tida por alguns observadores da comunidade, como sendo a que apresentou melhor resultado. O evento aconteceu no Centro de Ensino Especial nº 1 do Gama, atrás do Gama Shopping e Administração do Gama.

O artista plástico Mario Salus disse que se sentiu contemplado com os encaminhamentos. Conforme José Garcia Caianno, mais comumente conhecido por Dedé, que é poeta e ambientalista, a fusão arte e meio ambiente é um boa sintoma para quem quer realmente aproximar a comunidade do debate de modo Humanizado. Em sua fala, o poeta ressalta que o termo revitalizar, tão presente e em moda nas conversas sobre o assunto, carece de ser visto com outros olhos. Em vez de revitalizar, deve-se usar “vitalizar”, disse o ambientalista.

Durante a reunião dois jovens advogados, um homem e uma mulher, que estavam presentes, defendiam pontos de vista opostos. O rapaz citava artigos da lei para garantir a lisura do processo em questão. Já a jovem advogada defendia a igreja católica, que muitos consideram estar ocupando indevidamente um importante espaço na área do parque.

O ambientalista vem defendendo em todas as atividades em que toma parte a importância de voltar a atuar junto ao conselho de defesa do meio ambiente — COMDEMA — que é um dispositivo legal criado, em 1996, durante o governo Cristovam Buarque, atualmente no PDT mesmo partido do deputado Joe Vale que é o responsável pela realização da audiência. Porém, Dedé enfatiza que a audiência, embora seja bem-vinda, atropela um procedimento que na sua opinião deveria ter acontecido anteriormente, Diz! Trata-se de um seminário com a participação de especialistas em diversas matérias, pessoas capazes de responder a perguntas técnicas como, por exemplo, qual a importância dos campos de murunduns no processo de infiltração para fins de reposição dos lençóis freáticos, manutenção da umidade do ecossistema e retenção das águas no período chuvoso. Afirma o ambientalista!

As sugestões foram encaminhadas e acatadas pela mesa. Joe Vale ficou de acordo e disse que “vamos encaminhar”. Mas foi só isso. José Garcia ficou indignado com o esclarecimento da presidente do IBRAM, Órgão responsável pela fiscalização, Dra. Jane, quando ela apresenta a demanda da instalação de um campo de grama sintética dentro da área do parque. Ora, como já não bastassem todas as irregularidades ainda se colocam questões desse tipo como compensação por danos ambientais?! Neste momento, José Garcia voltou ao púlpito e desatou sua indignação: “quero registrar isso aqui como caso de polícia”. Para nossa surpresa, até a Maria Antônia, administradora da cidade, levantou a mão em prol da consciência ambientalista do senhor José Garcia!

 

Um problema antigo que vem se arrastando desde a década de 80

Os gamenses que aguardam desde 1984 a implantação do PUVG. No ano, a área de 590 mil m² foi catalogada como área de proteção ambiental. O local também está previsto no Plano Diretor do Gama e foi instituído pela Lei 1.959/98. No entanto, a legislação foi declarada inconstitucional depois de uma ação movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, MPDFT, pois cabe apenas ao executivo criar projetos que tratam do uso de solo. Apesar da inconstitucionalidade da Lei, outros meios legais garantem a implantação do PUVG.

Até um concurso para escolha do projeto arquitetônico do PUVG já foi realizado. Mas nada de parque pronto, as obras vêm a passos lentos. Enquanto isso, a comunidade se revolta e assiste a área ser ocupada por construções irregulares. O que era para ser um local de lazer para os moradores tem igrejas, chácaras e associações que ainda ocupam algumas partes do parque.

O Parque Urbano e Vivencial do Gama tem potencial turístico e irá privilegiar, inclusive, os moradores do entorno, e movimentar a cidade. O PUVG é um espaço que oferece condições para fazer lago artificial, por exemplo, para abrigar vegetações típicas do cerrado e proporcionar lazer e esporte para o Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e para outras cidades que ficam próximas. Ao invés dos moradores irem para outros parques, ficarão aqui na cidade.

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Veja aqui as matérias anteriores que já publicamos sobre o parque.

Da redação do Gama Cidadão com a colaboração de Lucas Lieggio.