Meio Ambiente e a Sustentabilidade

Bola na trave

Conferencia de meio ambiente ou conferencia sobre resíduos? Nem uma coisa nem outra.

O programa parece bem intencionado mas apresenta varias falhas, tratar da questão dos resíduos é assunto muito complexo. A identificação, dos gêneros, e sua destinação é prioridade  zero.  Fala – se em educação ambiental,  mas de maneira superficial, sem formação dos operadores, sem o reconhecimento, deles dentro da cadeia organizativa. Os catadores chamados por que entende de agentes ambientais, formam a base da pirâmide, mas são esquecidos ou maquiados, com propostas de difícil implementação. Para ser tratado como conferencia de meio ambiente deveria durar pelo menos dois dias, abordar temas como clima solo recursos hídricos fauna flora. E, ai é sim educação ambiental.

O governo do Distrito federal tenta cumprir as determinações do Governo federal para por fim a um problema que aflige não apenas o nosso DF mas todo O mundo! os lixões. Mas na hora de mostrar que o assunto é serio falta empenho dos organizadores na condução dos debate. O assunto é tratado a toque de caixa não permitindo um exame mais aprofundado por parte de  quem entende, do assunto e de demais partes  interessadas. Os operadores do serviço conhecidos como catadores são a peça principal, e ficaram de fora da proposta. Faltou um representante do partido, dos trabalhadores, do sindicato da categoria e finalmente da CUT para defender esses companheiros apresentando um plano de carreira e inclusão social como moradia, formação e capacitação.

Apresentei a proposta de um concurso simbólico para inclusão desses profissionais, nos quadros do GDF, pois que concursados já são. A final qual o motivo do concurso, se não para avaliar a capacidade do indivíduo para exercer determinada profissão. Isso esta claro que eles são capazes, uma vez que já exercem. Fui acusado por um participante de estar querendo colocar gente  para o quadro do GDF, sem concurso. Um plano de carreira iria valorizá-los, e identificá-los com o devido respeito, a  profissão. A qualificação, tiraria aqueles que são iletrados, desse quadro lamentável e que é parte das políticas  do GDF a  de erradicação do analfabetismo. Um plano de moradia social viria ao encontro das propostas da secretaria de habitação do próprio governo, que é uma das melhores do  pais, faltando apenas algumas adequações com relação, a valores. Mas no caso de moradia social, dentro de um programa de governo, não creio que haveria maiores problemas. Não entendo o porque de não contextualizar fechando o ciclo, das transversalidades administrativas. Mas ainda é tempo pois iniciamos ontem as pré conferencias. Vamos CUT, sindicato e partido dos trabalhadores ainda é tempo, vamos marcar esse gol.

A final a questão da gestão de resíduos é um pouquinho mais em baixo pois envolve não só o ecossistema, mas toda a cadeia produtiva inclusive o homem. Gerir, esse material requer qualificação,e pericia. Um dia desses entrevistei um rapaz, que foi ferido 4 vezes no exercício da profissão de catador. Na ultima, foi obrigado a tomar um coquetel durante 180 dias. O cara perdeu peso cabelos e vontade de trabalhar. O rapaz reside na quadra 13 conjunto i casa 35, o nome dele é Willian Martins e tem 31, quem quiser certificar fique a vontade.

imgQuando apresento essa proposta é porque estou participando desse debate já faz algum tempo. Ainda no governo Cristovam Buarque o assunto veio a tona. Em uma conferencia como essa um representante de um órgão importante sugeriu a criação da vila dos lixeiros, fiquei estarrecido com o disparate e apresentei a proposta de criação do programa de agentes ambientais, com moradia digna, utilizando para isso, os becos existentes em todas  as satélites. Na época não houve quem  defendesse a proposta e os becos foram destinado a outras categorias bem mais abastadas. Hoje o assunto volta a baila. porém o homem dentro desse universo é apenas uma das partes, talvez o mais sensível, e o que acumula, mais responsabilidade,  por ser o único na  orla do problema, que é o causador de tudo. O que é mais grave ainda é que logo na abertura o moderador faz questão de deixa claro que é uma conferencia para inglês ver. Ele faz alusão, a construção de Brasília, quando em fim foi marcada a data da inauguração com a presença é claro do presidente da republica. Os entulhos e restos de obras, estavam por toda parte, o responsável por entregar tudo nos trinques incumbiu um feitor de fazer a limpeza, mas logo perceber que tal ordem não seria cumprida pelo simples fato de que não havia metodologia suficiente. Então ele mesmo deu nova ordem: faça uma vala e jogue tudo dentro,  assim, Brasília foi inaugurada e a política de resíduos empurrada para debaixo da terra- disse. Então nossa conferencia segundo ele mesmo, já inicia com o mesmo estigma, o que é lamentável.

Todos  nós sabemos que a palavra lixo nem deveria fazer parte do nosso vocabulário, pois um momento anterior tudo seria produto, matéria orgânica para enriquecimento de solo e resíduos sólidos para reciclagem.  No entanto o encontro entre os dois gêneros, é que causa o conflito responsável por esse atrito. Apenas, uma questão de destinação, só podendo ser resolvida em uma instância, chamada (cozinha) somente o dono ou dona de casa é quem detém  autoridade para sanar tal demanda. É, ai que entra o papel dos Catadores “agentes ambientais” na conscientização, da população, para que o assunto não seja empurrado para debaixo do tapete e sim para a luz da solução, como deveria ser tratado. Muito pelo contrario os números não deixam duvida!são espetaculosos, toneladas de solução jogadas – ai sim! No lixo

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Da Redação

Por José Garcia Caianno

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