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Mostrando-se uma forte opção para o PSB-DF, Márcia de Alencar é aclamada pré-candidata à deputada federal

A pernambucana foi apresentada como pré-candidata à Câmara Federal pelo PSB-DF por lideranças nacionais durante seminário das mulheres socialistas do PSB DF. O encontro aconteceu no Hotel Nacional, em Brasília, no último sábado, dia 16/12. O anúncio foi feito num ambiente de grande expectativa, pois Márcia de Alencar acumula em seu currículo grandes experiências, tendo transitado durante o Governo de seu Partido, o PSB DF, em várias pastas.
Márcia de Alencar esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública e da Paz por um ano e dois meses. Ela, que é psicóloga, bacharel em direito e PHD em gestão, foi a primeira mulher a assumir a Pasta. Já em seu discurso de posse deixou claro sua vocação para o legislativo. Márcia deu lugar para o delegado da Polícia Federal, Edval de Oliveira Novaes Júnior, em março deste ano. Mesmo assim, continuou no Executivo local. Como secretária adjunta à frente da Secretaria de Políticas para a Mulher, Igualdade Racial e Direitos Humanos, acumulou mais experiência em seu currículo. Atualmente na assessoria especial da Governadoria.

Surpresa com a indicação, espera o aval da Executiva Regional para confirmar sua pré-candidatura. O nome dela foi lançado pela secretária Nacional de Mulheres do PSB, Dora Pires, e pela secretária Nacional do Movimento Popular Socialista, Maria de Jesus, e pela secretária nacional da negritude socialista, Valneide Nascimento. Para a secretária de Mulheres Socialistas do PSB-DF, Geralda Lopes de Resende, Márcia é uma boa candidata ao pleito “pelo conhecimento e pelo trabalho” em prol das mulheres, e não deve enfrentar empecilhos na disputa interna.  Márcia, trabalhando em Brasília desde 2000, conhece bem a cidade e seus problemas.

À frente do ministério da justiça atuou como consultora no campo das alternativas penais e também prestou consultoria para as Nações Unidas, em Moçambique, em prevenção e justiça criminal. Ela integrou a coordenação executiva da Conferência Nacional de Segurança Pública com Cidadania e o Comitê Executivo do Pacto pela Vida de Pernambuco, no governo de Eduardo Campos (PSB), morto durante a campanha presidencial de 2014 em um acidente aéreo.

Márcia de Alencar tem peso na política. A mulher de raiz pernambucana conviveu com os Arraes. Personagens fortes no cenário político nacional e família de fundadores do PSB.

No início da década de 60, Miguel Arraes foi eleito governador de Pernambuco. Arraes foi membro-fundador e líder do PSB, ingressando no partido em 1960. Foi também nessa década que teve início  a ditadura militar. O PSB e outros partidos de inspiração socialista mantiveram-se vivos, mas na clandestinidade.

Em sua gestão à frente da SSP-DF, Márcia criou o programa Cultura de Paz no ano 2015. Um projeto que foi responsável por Brasília ter sido premiada como a capital ibero-americana da Paz. A premiação ocorreu no evento que aconteceu em Madrid no mês de abril. Ela também foi responsável pela criação do Comitê de Pacificação no período do impeachment, quando ocorreu a divisão da Esplanada com o polêmico Muro, durante os julgamentos do processo de impeachment de Dilma. Uma ação que no fim das contas deu certo. Por fim, o diálogo social tem sido a principal ferramenta de gestão para Márcia. Sua relação com a sociedade civil tem estado muito próxima.

Da redação do Gama Cidadão – 24/12/2017

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